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A Grama Brasileira (Axonopus spp.) é uma gramínea perene de estação quente, frequentemente utilizada como relvado de baixa manutenção.

Apresenta boa capacidade de cobertura e é resistente a condições edafoclimáticas adversas, sendo frequentemente observado em jardins, parques urbanos, bermas de estradas e campos desportivos.

 

É nativa das ilhas do Caribe, Antilhas e Bahamas, e encontra-se amplamente estabelecida em zonas tropicais e subtropicais, com destaque para os estados do sudeste norte-americano e regiões costeiras dos estados da Carolina. 

 

O seu desenvolvimento é mais vigoroso em zonas de rusticidade USDA≥8, correspondem a regiões onde a temperatura mínima média anual do inverno é de -12°C a -7°C.

 

Em Portugal continental, existem apenas três zonas de rusticidade:

 

  • Zona Rusticidade 8 - Nordeste Transmontano e Barroso, mas também Serra da Estrela e Lafões. Temperaturas mínimas possíveis: entre -12°C a -7°C. Características: todas as perenes de clima temperado têm um ciclo de vida normal.
  • Zona Rusticidade 9 - toda a faixa litoral até ao cabo carvoeiro, todo o interior das beiras até ao norte alentejano. Temperaturas mínimas possíveis: entre -6°C a -1°C. Características: todas as perenes de clima temperado têm um ciclo de vida normal. 
  • Zona Rusticidade 10 - toda a costa de Lisboa até ao litoral alentejano e todo o Algarve. Temperaturas mínimas possíveis: entre -1°C e 4°C. Características: Ciclos vegetativos alterados para grande parte das perenes de clima temperado.  

 

É claro que são apenas valores indicativos, algumas bolsas de rusticidade são possíveis devido a diferentes microclimas locais.  Resta dizer que a Madeira tem rusticidade 12, e os Açores, possivelmente entre 11 e 12.

Podemos assim dizer, que qualquer que seja a zona em Portugal que a plantemos o seu desenvolvimento é robusto. No entanto, não esqueçamos que entra em dormência quando sujeito a temperaturas baixas.

 


 

 

 

 


 

Principais Espécies Utilizadas

 

  • Axonopus compressus (Grama brasileira de folha larga)

Apresenta lâminas foliares mais largas, sendo particularmente eficaz na colonização rápida de áreas despidas de vegetação. É frequentemente utilizado para pastagens, cobertura de solos, controlo de erosão, espaços domésticos e em jardins.

 


AXONOPUS COMPRESUS

  • Axonopus fissifolius (Grama brasileira de folha esteita)

 

Anteriormente designado Axonopus affinis, possui uma maior tolerância ao frio, um desenvolvimento mais contido e uma melhor apresentação estética, sendo preferido em jardins ornamentais.

 

Axonopus affinis

 


 

Vantagens 

 

  • Adaptabilidade a solos pobres: Capaz de se desenvolver em solos com baixa fertilidade natural, sem necessidade de grandes correções nutricionais.

 

  • Tolerância à sombra: Pode ser instalado em zonas de baixa luminosidade, ao contrário de outras gramíneas mais exigentes.

 

  • Preferência por solos ácidos: Desenvolve-se bem em solos com pH entre 5,0 e 6,0, condição que limita outras espécies.

 

  • Resistência a condições húmidas: Tolerante a solos encharcados e a ambientes de elevada humidade atmosférica.

 

  • Baixa exigência de manutenção: Requer poucos inputs após a instalação, sendo ideal para zonas extensivas com menor frequência de manutenção.

 

  • Função de cobertura do solo: Adequado para contenção de erosão, estabilização de taludes e utilização em pastoreio extensivo.

 



Limitações

 

  • Aparência pouco convencional: Não atinge o padrão estético de relvados tradicionais, como por exemplo os de Poa pratensis, Lollium perene, Cynodon dactylon, Zoysia spp.), podendo apresentar um aspeto desordenado se não tiver uma manutenção adequada.

 

  • Elevada taxa de crescimento no verão: Pode produzir inflorescências (espigas) a cada 5 dias durante o pico vegetativo, obrigando a cortes frequentes para manter o aspeto ornamental.

 

  • Comportamento invasivo: Rápida propagação lateral pode invadir áreas adjacentes como pavimentos, canteiros ou zonas arborizadas. Requer delimitação e contenção mecânica.

 

  • Suscetibilidade à dormência: Interrompe o crescimento e perde coloração em períodos de frio, apresentando coloração acastanhada durante o inverno.

 

  • Sensibilidade a herbicidas: Muitos produtos fitofarmacêuticos são fitotóxicos para o Axonopus spp., sendo fundamental consultar as fichas técnicas antes da aplicação.

 


 

 

Grama jbrasileira

 

Boas Práticas de Gestão e Manutenção

 

  • Altura de corte recomendada: entre 4 cm e 5 cm. Em contexto desportivo ou ornamental pode ser reduzido até 2.5 cm, embora tal requeira uma manutenção mais intensiva.

 

  • Frequência de corte: mensal durante o período de maior crescimento (primavera e verão).

 

  • Rega: aumentar a frequência nos períodos de estiagem, utilizando técnicas de regas profundas para promover um enraizamento robusto.

 

  • Fertilização: aplicação de fertilizante completo (ex. NPK 20-8-10) no início da primavera e novamente no verão. Evitar um excesso de fertilização para prevenir acumulação de palha ("thatch").

 

  • Controlo químico: verificar sempre a compatibilidade dos herbicidas com a grama brasileira. A utilização de produtos não seletivos pode causar fitotoxicidade.

 

  • Recomendações gerais: 

 

    • Selecione uma localização com boa exposição solar e solo bem drenado.

 

    • Realize cortes regulares para manter a altura entre 3,5 cm e 5 cm.

 

    • Proceda a regas profundas e espaçadas, de modo a estimular o desenvolvimento radicular.

 

    • Aplique fertilizante equilibrado (NPK) nas estações de primavera e verão.

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